23
February


Cobogó é a denominação dada aos elementos vazados que permitem a entrada de luz e ventilação natural nas construções. Foi inspirado nos muxarabis, uma herança da cultura árabe feita em madeira. A palavra é fruto da junção da primeira sílaba do sobrenome dos idealizadores, os engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boekmann e Antônio Góis – COBOGÓ, na cidade de Recife na década de 20.

Embora a criação tenha acontecido no Nordeste, o elemento vazado foi largamente difundido por Lúcio Costa na arquitetura moderna brasileira. Foi utilizado para fazer referências sutis à arquitetura colonial e sempre apareciam como elemento de composição de arquitetura.

 Foto 1Figura 1: Uso de cobogós em projetos arquitetônicos 

Esses elementos, inicialmente, eram feitos de cimento e tijolo. Após a sua popularização na arquitetura moderna brasileira, os cobogós  passaram a ser moldados  com outros materiais como argilas, cerâmicas, vidros e ferro, além de diferentes cores e formatos geométricos mais ousados.

Em projetos arquitetônicos, os cobogós podem ser usados tanto em ambientes internos quanto externos, compondo fachadas, portas, portões, divisórias, painéis e paredes vazadas, tetos, etc.  Eles cumprem três funções principais:

– Fechamento de espaços, mantendo ventilação e iluminação naturais. Por causa destas características, tem sido um importante aliado da sustentabilidade em projetos arquitetônicos.

– Criação de divisórias entre ambientes, o que valoriza a incidência da luz e deixa o espaço mais cênico com o jogo de luz e sombra.

– Permeabilidade visual com função estética. A utilização do mesmo resgata o charme dos acabamentos coloniais e podem trazer cores vibrantes e formatos geométricos ousados em sua utilização contemporânea.

Foto 2Figura 2: Luz e Sombra com uso de cobogós 

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Figura 3: Uso de cores vibrantes em cobogós

É preciso ter cuidado no uso, pois o cobogó não funciona como elemento estrutural e não pode ser implementado em áreas que necessitem de vedação acústica. A aplicação é simples e necessita de alguns cuidados como a fixação de uma barra de ferragens a cada duas fileiras do elemento escolhido. Também é importante a utilização de espaçadores para manter a mesma distância entre as peças. O transporte dos elementos também merece atenção para não sofrer danos.

 Foto 4Figura 4: Cobogó como fechamento

Passados mais de noventa anos desde a criação dos cobogós, eles aparecem constantemente nos atuais projetos, porque tratam a luz de forma cênica. Sejam de concreto, cerâmico, pintados de branco ou cores vibrantes, quadrados, redondos ou de formatos geométricos sinuosos, os blocos vazados não passam despercebidos quando utilizado nos projetos.


25
September


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Praemium Imperiale , prêmio Mundial de Cultura em Memória de Sua Alteza Imperial o Príncipe Takamatsu, um dos mais influentes do mundo, foi concedido pela primeira vez em 1989 pela família imperial japonesa,  para celebrar o centenário da Associação de Artes do Japão.

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Figura 1: Paulo Mendes da Rocha – arquiteto

 

O prêmio de 15 milhões de ienes (aproximadamente R$ 480 mil) é concedido anualmente para cinco categorias: pintura, arquitetura, escultura, música, teatro/cinema.  E na última terça-feira (13/09) a condecoração para a categoria “arquitetura”  foi anunciada ao brasileiro Paulo Mendes da Rocha, 87 anos, o segundo brasileiro eleito a receber o Prêmio, que é considerado o Nobel das artes, sucedendo o arquiteto Oscar Niemeyer. A cerimônia de entrega está marcada para 18 de outubro, em Tóquio.

Mendes da Rocha também foi premiado este ano com  Leão de ouro, da bienal de arquitetura de Veneza, pelo conjunto da obra.

Paulo Archias Mendes da Rocha, nascido em Vitória (ES) a 25 de outubro de 1928, costuma dizer que foi criado vendo a engenhosidade do mundo  e que as cidades nascem do desejo dos homens de estarem juntos, conceitos passados à obra vencedora, a qual transmite o gracejo de existir antes mesmo de ser construída.

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Figura 2: Pinoteca reformada e modernizada

O júri alega que o arquiteto consegue modificar o espaço e a paisagem atendendo às necessidades sociais e à estética humana, além de transmitir a harmonia entre a arquitetura e a natureza das coisas.

 

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Figura 3:Pórtico-cobertura da Praça do Patriarca, centro de São Paulo.

PRINCIPAIS OBRAS

1957 – Projeto para o prédio da Assembléia Legislativa de Santa Catarina

1958 – Os edificios do Clube Atlético Paulistano, São Paulo

1969 – Pavilhão brasileiro da Feira Internacional de Osaka, Japão – Expo’70, com Flávio Motta, Júlio Katinsky e Ruy Othake

1976 – Projeto do Centro Cultural e de Convenções de Campos do Jordão

1987 – Capela de São Pedro, em Campos do Jordão, SP, e loja Forma, SP, com a colaboração de Alexandre Delijaicov, Geni Sugai e Carlos José Dantas Dias.

1988 – Museu Brasileiro da Escultura (Mube), São Paulo, com Pedro Mendes da Rocha (filho) e outros arquitetos

1992 – Projeto de reurbanização da Praça do Patriarca e do pórtico para a entrada da Galeria Prestes Maia, com Eduardo Colonelli, executado em 2002.

 1993 – Projeto de Reforma e Modernização da Pinacoteca do Estado de São Paulo, com Eduardo A. Colonelli e Welinton Rico y Torres

1995 – Residência de Mário Masetti, em Cabreúva (SP)

1999 – Reforma do Centro Cultural da Fiesp, São Paulo, com o escritório MMBB.

2000 – Restauro da Oca, no Parque do Ibirapuera, para a mostra dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, com Guilherme Wisnik e Martin Corullon; Restauro e Modernização do andar superior do Edifício da Estação da Luz, em São Paulo, para o Museu da Língua Portuguesa, com Pedro Mendes da Rocha

2001 – Projeto para o Sesc 24 de Maio, no Centro Histórico de São Paulo, com Angelo Bucci, Fernando de Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga

2004 – Plano Diretor para ampliação e reorganização do campus da Universidade de Vigo, Espanha, com o escritório MMBB; e projeto de um prédio de apartamentos de interesse social para a Empresa Municipal de Viviendas, de Madri, com o Estúdio Vellosillo y Associates – ambos em execução

2005 – Reforma e modernização de um antigo prédio, no Rio de Janeiro, para o centro cultural Daros Center

2006 – Projeto do Cais das Artes , Vitória/ ES.

2008 – Novas instalações do Museu Nacional dos Coches nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, na zona de Belém, em Lisboa.


2
September


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